Direitos adquiridos, SÉC XX, década de 80
& 'Quetais'
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Domingos de Oliveira (+)
diretor - (e muito+q isso) - do cinema e teatro brasileiros - que nos deixou à pouco - avivou minha memória afetiva dos idos do cinema novo. Domingos pôs-me no túnel do tempo fazendo-me lembrar de Leila Diniz em seu filme todas as mulheres do mundo, - ela, borbulhando liberdade feroz - e mais Paulo José com seu edu, coração de ouro. Leila, a primeira mulher dêle entre todas as mulheres do mundo, que êle trazia para a tela imitando a Vida, espelhando sempre o universo feminino. Como ele mesmo assumia, ter sido criado num Matriarcado familiar. Paulo José, o cúmplice de muito de seus filmes. Escancaro aqui essa gostosa lembrança desse tempo que carrego na memória como minha homenagem a êle, que seguiu viagem além de nós.
Hoje, avivo uma sensação- talvez inconsciente naquela época - de pertencimento a um novo mundo que me era descortinado; talvez sentindo-me em companhia de estranhos, ou pessoas distantes, mas que me permitiam ver, analisar, conversar e gostar dessas emoções, como estar num grande clima de família. Coisa sabida, pois vinha eu de famílias grandes, mas agora sozinho na cidade metrópole de sampa, - (à bênção, Caetano!) - dava-me o direito de ter essa seleta e silenciosa companhia.
Estendo meu agradecimento, através dele, a todo(a)s que realizaram esse tempo animador do cinema novo, idos 60. Não vou citar mais nenhum nome, apenas centrar nessa despedida de Domingos de Oliveira e o que êle me traz.

Nesse Jornal
do crítico
Carlos Schmidt
escrevi minha
resenha sobre
"La Chinoise'
de Goddard;
entre outros.
Nos idos do cinema novo também eu estava em idade nova, cidade nova pra quem veio do interior; situações novas e por isso mesmo esse cinema - assim como essa época - colaram em minha pele afetiva. Curti essa época de cinema: assisti 'adoidado', debati com frequência, escrevi sobre alguns filmes; me esbaldei tanto que meu amor pelo cinema nacional foi embora com esse movimento. Sei que é injusto 'dizer' isso. Esforço-me para rever esse conceito, mas fazer o quê, se se trata mais de emoção e de afeto do que de conceito e dogma. Preciso me redimir, pois pouquíssimos filmes posteriores me fizeram vibrar. Nem ouso citá-los para não ter que fazer pesquisa para transcrever os nomes certos. Tipo: "aspirinas,urubus...". 'cheiro do ralo....'.

Leila e Paulo: todas as mulheres do mundo
Tem um filme que me surpreendeu, anos atrás, com cenário universal, sem regionalismo, cujo pai de família, empresário, esconde da família classe média sua falência. Lembro de que tinha uma mulher que ensinava francês à Mãe da casa. Alguém lembra?
Não vou buscá-lo no 'adoro cinema' ou no google para deixá-lo assim incompleto na memória até que essa em algum momento o resgate; ou alguém o lembre.
Essa é a vantagem de escrever aqui como uma conversa. Porque se fosse resenha, claro, teria que ser mais pontual e mais 'citativo'. Vive la libertè'.

fica aí uma dica que encontrei na web
pra tentar me redimir.
Pornochanchadas, escrachos, som não muito equalizado na ilha de edição e 'quetais', não se afinaram comigo. E fui esquecendo o cinema nacional.
A ducha de cinema nessa época do cinema novo, - um pouco antes e outro tanto depois, - foi como tatuagem empregnada na minha Vida. Pois além desses filmes novos do cinema, eu vinha na vibração de Fellini , Antonioni (só citando 2), das sessões do cinema japonês de Kurosawa, Sugawa (tbém só 2), das sessões do picolino na rua Augusta de são paulo com um dia um gato, techco, a faca na água, polonês; (citando 2).
Uma penca interminável de curtições de minha juventude já eu com cara de gente grande. Citar e relacionar, (im)possível ou quase; mesmo porque prover citações & listas, - de qualquer espécie, - não deixa de ser um tanto estressante. Quem as faz, o sabe muito bem.
Paralelamente ao cinema novo, a fertilidade ousada do filmes da nouvelle vague francesa da turma do cahier du cinema. Uma delícia de se lembrar.
Devo a esses monstros sagrados - pessoas e movimentos - a busca que faço hoje - até intensamente - de filmes de Qualidade; não importando o gênero ou o país. Continuo consumindo o filme americano - sem preconceito, por que, não? - como parte de minha memória aculturada nesse afeto. E aí conhecendo e amando os filmes das etnias latinas (frança, itália), fui descobrindo filmes, agora mais disponíveis, de países da europa oriental, com surpresas agradabilíssimas para quem gosta de cinema. Assim como a descoberta do cinema dos países nórdicos, em especial o Dinamarquês e o Sueco, que só conhecia do Bergman. Daí também vieram séries empolgadamente bem atuais.
Só pra citar um, muito especial, da Dinamarca: Borgen, sua protagonista mulher com liderança política.
enfim, porque tudo tem um fim,
sua Bênção,
Domingos de Oliveira; sua Bênção Cinema Brasileiro!
diretor - (e muito+q isso) - do cinema e teatro brasileiros - que nos deixou à pouco - avivou minha memória afetiva dos idos do cinema novo. Domingos pôs-me no túnel do tempo fazendo-me lembrar de Leila Diniz em seu filme todas as mulheres do mundo, - ela, borbulhando liberdade feroz - e mais Paulo José com seu edu, coração de ouro. Leila, a primeira mulher dêle entre todas as mulheres do mundo, que êle trazia para a tela imitando a Vida, espelhando sempre o universo feminino. Como ele mesmo assumia, ter sido criado num Matriarcado familiar. Paulo José, o cúmplice de muito de seus filmes. Escancaro aqui essa gostosa lembrança desse tempo que carrego na memória como minha homenagem a êle, que seguiu viagem além de nós.
Hoje, avivo uma sensação- talvez inconsciente naquela época - de pertencimento a um novo mundo que me era descortinado; talvez sentindo-me em companhia de estranhos, ou pessoas distantes, mas que me permitiam ver, analisar, conversar e gostar dessas emoções, como estar num grande clima de família. Coisa sabida, pois vinha eu de famílias grandes, mas agora sozinho na cidade metrópole de sampa, - (à bênção, Caetano!) - dava-me o direito de ter essa seleta e silenciosa companhia.
Estendo meu agradecimento, através dele, a todo(a)s que realizaram esse tempo animador do cinema novo, idos 60. Não vou citar mais nenhum nome, apenas centrar nessa despedida de Domingos de Oliveira e o que êle me traz.
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Nesse Jornal do crítico Carlos Schmidt escrevi minha resenha sobre "La Chinoise' de Goddard; entre outros. |
Nos idos do cinema novo também eu estava em idade nova, cidade nova pra quem veio do interior; situações novas e por isso mesmo esse cinema - assim como essa época - colaram em minha pele afetiva. Curti essa época de cinema: assisti 'adoidado', debati com frequência, escrevi sobre alguns filmes; me esbaldei tanto que meu amor pelo cinema nacional foi embora com esse movimento. Sei que é injusto 'dizer' isso. Esforço-me para rever esse conceito, mas fazer o quê, se se trata mais de emoção e de afeto do que de conceito e dogma. Preciso me redimir, pois pouquíssimos filmes posteriores me fizeram vibrar. Nem ouso citá-los para não ter que fazer pesquisa para transcrever os nomes certos. Tipo: "aspirinas,urubus...". 'cheiro do ralo....'.
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Leila e Paulo: todas as mulheres do mundo |
Tem um filme que me surpreendeu, anos atrás, com cenário universal, sem regionalismo, cujo pai de família, empresário, esconde da família classe média sua falência. Lembro de que tinha uma mulher que ensinava francês à Mãe da casa. Alguém lembra?
Essa é a vantagem de escrever aqui como uma conversa. Porque se fosse resenha, claro, teria que ser mais pontual e mais 'citativo'. Vive la libertè'.
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fica aí uma dica que encontrei na web pra tentar me redimir. |
Pornochanchadas, escrachos, som não muito equalizado na ilha de edição e 'quetais', não se afinaram comigo. E fui esquecendo o cinema nacional.
A ducha de cinema nessa época do cinema novo, - um pouco antes e outro tanto depois, - foi como tatuagem empregnada na minha Vida. Pois além desses filmes novos do cinema, eu vinha na vibração de Fellini , Antonioni (só citando 2), das sessões do cinema japonês de Kurosawa, Sugawa (tbém só 2), das sessões do picolino na rua Augusta de são paulo com um dia um gato, techco, a faca na água, polonês; (citando 2).
Uma penca interminável de curtições de minha juventude já eu com cara de gente grande. Citar e relacionar, (im)possível ou quase; mesmo porque prover citações & listas, - de qualquer espécie, - não deixa de ser um tanto estressante. Quem as faz, o sabe muito bem.
Uma penca interminável de curtições de minha juventude já eu com cara de gente grande. Citar e relacionar, (im)possível ou quase; mesmo porque prover citações & listas, - de qualquer espécie, - não deixa de ser um tanto estressante. Quem as faz, o sabe muito bem.
Paralelamente ao cinema novo, a fertilidade ousada do filmes da nouvelle vague francesa da turma do cahier du cinema. Uma delícia de se lembrar.
Devo a esses monstros sagrados - pessoas e movimentos - a busca que faço hoje - até intensamente - de filmes de Qualidade; não importando o gênero ou o país. Continuo consumindo o filme americano - sem preconceito, por que, não? - como parte de minha memória aculturada nesse afeto. E aí conhecendo e amando os filmes das etnias latinas (frança, itália), fui descobrindo filmes, agora mais disponíveis, de países da europa oriental, com surpresas agradabilíssimas para quem gosta de cinema. Assim como a descoberta do cinema dos países nórdicos, em especial o Dinamarquês e o Sueco, que só conhecia do Bergman. Daí também vieram séries empolgadamente bem atuais.
Só pra citar um, muito especial, da Dinamarca: Borgen, sua protagonista mulher com liderança política.
Só pra citar um, muito especial, da Dinamarca: Borgen, sua protagonista mulher com liderança política.
enfim, porque tudo tem um fim,
sua Bênção,
Domingos de Oliveira; sua Bênção Cinema Brasileiro!
TOP 100 :: OS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE TODOS OS TEMPOS
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A TABELINHA DA VEZ:
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IDEIAS & SERVIÇOSDireitos adquiridos, SÉC XX, década de 80 & 'Quetais'
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IDEIAS & SERVIÇOSDireitos adquiridos, SÉC XX, década de 80 & 'Quetais'
()()()()(postado em, 30/março, sábado: 10:30)()()()()
até que enfim, temos
A TABELINHA DA VEZ:
MAIA x GUEDES
se funcionarem como a histórica dupla pelé & coutinho, idos de 60, teremos muitos gols pra comemorar.
Embora essa dupla para a articulação não seja a que se faz tradicionalmente, mas, como até agora as coisas estão mais pra 'brigas tweeterianas', é uma ótima notícia essa formação para o Brasil, que pede e torce pela(s) Reforma(s). Todas; iniciando pela pedra básica, a da Previdência.
Pra ganhar o jogo, vale a improvisacão. É o que se fêz, logisticamente, pra fazer a 'coisa' andar. É o que pelé&coutinho conseguiam fazer e fizeram por muito tempo. É o que esperamos que façam - também por longo tempo - o Presidente da Câmara e o Ministro da Fazenda. Mesmo sendo de times diferentes, estamos na torcida por um jogo de muitos gols.
Eu, ao menos, estou; não sei vocês.
Eu, ao menos, estou; não sei vocês.
temos uma dupla pra fazer tabelinha à gol.
PRA 'JÁ', BRASIL!
outros assuntos, virão na sequência,
compondo várias conversas 'nossas';
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como não dar atenção ao tamanho e à força
dessa imensidão que nos cerca
|
até logo mais;
querendo,
pode conversar comigo pelo:
trip.servideias@uol.com.br
pode conversar comigo pelo:
trip.servideias@uol.com.br
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P.S. para ver os 'curtir' e 'comments' no face, acesse no link:
IMPRESSÃO de:
===================================& Criação, se necessário.
licença aos autores das imagens reproduzidas aqui, buscadas no google; por falta da citação de crédito, não constam aqui; registro um agradecimento explícito.
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