3 X 0
Pré-jogo Brasil x Espanha

Imagem 37/62:
Manifestante se coloca à frente de policiais.
Manifestante se coloca à frente de policiais.

domingo/ 30 de junho/ 2013


PS 1: Visite a Fundação Henri Cartier-Bresson: http://www.henricartierbresson.org/
PS 2: Convite: a Exposição Múltiplos Olhares abre no dia 27/06, às 20h, no Centro Universitário Maria Antônia, Rua Maria Antônia, 294 ( Vila Buarque, SP). Fica aberta à visitação até 26/08, com os trabalhos dos alunos do curso de fotografia, sob a coordenação da profa. Elisabete Savioli. Terei prazer em abraçar você na abertura ou em outro dia a combinar. De terça a sexta, das 10h ás 21h; e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 20h. Visite outras fotos (minhas e de meus colegas de oficina) no blog http://oficinadefotografia2011.wordpress.com/
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HENRI CARTIER-BRESSON
Desde menino ele teve à mão uma câmera fotográfica. Além disso, estudou pintura com André Lhote (1927-28), associado ao cubismo. Confessa que com grandes filmes aprendeu “a olhar e a ver”. Trabalhou com o francês Jean Renoir fazendo cinema (1936-39). Grandes fotógrafos em diferentes situações de vida (Atget, André Kertész e Martin Munkacsi) lhe serviram de modelo. E ainda foi pesquisar o laboratório, tornando-se um faz-tudo da fotografia. Em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour "Chim". Publicou livros com suas fotos e em 1952 escreveu o ensaio O momento decisivo em que elabora suas idéias a respeito de como ser fotógrafo e fazer fotografias.
Ao entrar em contato com esse texto, me dei um tempo, me permiti estar como um dos possíveis discípulos de Cartier-Bresson, para descobrir o que o mestre revela. Ele fala pouco de si e muito das posturas adequadas ao profissional. A respeito das propriedades de uma boa foto, diz: “/.../ se a câmara disparou no momento decisivo, o fotógrafo fixou instintivamente uma composição geométrica sem a qual a fotografia estaria desprovida tanto de forma como de vida.” Tal instante essencial, que nunca mais se repetirá, deve ser certeiro e deve contar com geometria e forma, uma estética de composição em que se equilibram técnica e intuição, olho e sensibilidade.

Ele também diz: “ o que a máquina faz é simplesmente registrar em filme as decisões tomadas pelo olho.” A máquina seria então, apenas um instrumento. Com recursos enxutos (sua Leica, com uma objetiva de 50mm, sem flash, filmes preto e branco), ele deseja extrair a essência do momento decisivo. Na verdade, para ele as “pessoas que pensam demasiadamente em técnicas não pensam suficientemente em ver.” Segundo ele, o olho do fotógrafo é o que realiza o trabalho em que estão implicados alguns aspectos a mais: “E, na fotografia, a organização visual [inter-relação de linhas, superfícies e valores] só pode se originar de um instinto altamente aperfeiçoado.”
E ele ainda enumera alguns atalhos que o operador da máquina deve evitar na intenção de se aperfeiçoar no impulso natural ou talento inato, que pode ser o que ele acima denomina instinto: “quando o fotógrafo se apresenta ligeiramente inquieto, sua personalidade se evade e a câmara não pode alcançá-la.” Para ele, é necessário, então, não dispersar o olhar, não se perder: “A ordem é manter o cérebro alerta, o olho e o coração alerta, e ter elasticidade no corpo”.
O mestre extrapola o campo da fotografia, indicando comportamentos, disciplina e certo rigor que formariam o profissional de sua área. Esse aperfeiçoamento pessoal passa pelo corpo, pela capacidade de concentração e é condição para que o olho possa desvendar a realidade: “Nossa tarefa é perceber a realidade, registrando-a quase simultaneamente no caderno de esboços que é a nossa câmara.”
Cartier-Bresson ainda vai mais longe, dando à visão a possibilidade de efetuar passagens: “É no próprio olho que o espaço começa e se abre ampliando-se cada vez mais até o infinito.” Ele é um homem apaixonado pela possibilidade de flagrar a imensidão desse relacionamento entre uma interioridade alerta e o mundo externo.
Na complexidade e grandeza dessas ideias, podemos perceber o amadurecimento daquele jovem que através da fotografia, da pintura e do cinema empenhava-se pela expressão de suas aptidões. A partir dessa aprendizagem (com certeza decisiva) e de outros cuidados como vimos, ele realizou a educação de seu olhar como profissional da fotografia. Um mestre.
Convido você a buscar pelas fotografias desse homem. Permita que cada imagem de Cartier-Bresson libere sua imaginação por caminhos insuspeitados. Deixe-se ir na beleza e na arte. Alimente-se de vida.
A fotografia favorita entre todas as de sua autoria que conheci é a de uma criança grega, na solidão de uma estrada, caminhando de ponta cabeça com apoios nas mãos, em uma dança captada a partir de uma curva no solo de terra pedregosa que se alonga. Espontaneidade infantil, uma alegria inexplicável, um momento decisivo de imensa humanidade.

PS 1: Visite a Fundação Henri Cartier-Bresson: http://www.henricartierbresson.org/
PS 2: Convite: a Exposição Múltiplos Olhares abre no dia 27/06, às 20h, no Centro Universitário Maria Antônia, Rua Maria Antônia, 294 ( Vila Buarque, SP). Fica aberta à visitação até 26/08, com os trabalhos dos alunos do curso de fotografia, sob a coordenação da profa. Elisabete Savioli. Terei prazer em abraçar você na abertura ou em outro dia a combinar. De terça a sexta, das 10h ás 21h; e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 20h. Visite outras fotos (minhas e de meus colegas de oficina) no blog http://oficinadefotografia2011.wordpress.com/
PARA FÃS DE VIDEOS
Os vídeos que foram destaque na semana; em um dêles, Estátua Egípcia se vira sozinha em museu inglês; e mais, é só escolher os assuntos de sua preferência:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2013/06/30/estatua-se-vira-sozinha-em-museu-ingles-e-mais-confira-os-videos-que-foram-destaque.htm
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